o Poeta

Queridos, seguindo essa vida de sincronicidades, manifestação clara da rede invisível - e ao mesmo tempo tão palpável - de interconexões para todos os lados, nos últimos dias, Fernando Pessoa foi citado umas 5 vezes, nas sangas de niterói e petrópolis. Lembrança sempre saborosa.

Na sanga da serra, surgiu a seguinte preciosidade.


"A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém o quanto isso me alegra
E quanto isso me basta.

Basta existir para se ser completo."

(Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; 1913-1915;
O Eu profundo e os outros Eus; Editora Nova Fronteira.)

1 Response to "o Poeta"

  1. Unknown Says:

    Querida Shanga de fato os poetas, talvez por sua sensibilidade, seus questionamentos e por sua capacidade de introspecção consigam capitar aspectos sutis da vida, que nós se quer notamos. Vejam só...

    [
    Sei lá a Vida Tem Sempre Razão
    (Toquinho/Vinicius de Moraes)

    Tem dias que eu fico pensando na vida
    E sinceramente não vejo saída
    Como é por exemplo que dá pra entender
    A gente mal nasce e começa a morrer

    Depois da chegada vem sempre a partida
    Porque não há nada sem separação
    Sei lá, sei lá
    A vida é uma grande ilusão
    Sei lá, Sei lá
    A vida tem sempre razão

    A gente nem sabe que males se apronta
    Fazendo de conta, fingindo esquecer
    Que nada renasce antes que se acabe
    E o sol que desponta tem que anoitecer

    De nada adianta ficar-se de fora
    A hora do sim é o descuido do não
    Sei lá, sei lá
    Só sei que é preciso paixão
    Sei lá, sei lá
    A vida tem sempre razão
    ]
    ...

    Sei lá, sei lá
    A vida é uma grande ilusão
    Sei lá, sei lá
    O Buddha está com a razão

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