Queridos, seguindo essa vida de sincronicidades, manifestação clara da rede invisível - e ao mesmo tempo tão palpável - de interconexões para todos os lados, nos últimos dias, Fernando Pessoa foi citado umas 5 vezes, nas sangas de niterói e petrópolis. Lembrança sempre saborosa.
Na sanga da serra, surgiu a seguinte preciosidade.
"A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém o quanto isso me alegra
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo."
(Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; 1913-1915;
O Eu profundo e os outros Eus; Editora Nova Fronteira.)
Na sanga da serra, surgiu a seguinte preciosidade.
"A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém o quanto isso me alegra
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo."
(Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; 1913-1915;
O Eu profundo e os outros Eus; Editora Nova Fronteira.)
9 de abril de 2010 às 18:09
Querida Shanga de fato os poetas, talvez por sua sensibilidade, seus questionamentos e por sua capacidade de introspecção consigam capitar aspectos sutis da vida, que nós se quer notamos. Vejam só...
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Sei lá a Vida Tem Sempre Razão
(Toquinho/Vinicius de Moraes)
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão
A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não
Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão
]
...
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, sei lá
O Buddha está com a razão