Impermanência. Esse foi o tema de ontem na sanga. Muitas vezes parece ser o tema de nossas vidas. Impermanência como fonte de sofrimento? Ou será que já reconhecemos na impermanência um indicativo claro da tal liberdade natural que os mestres e grandes meditantes nos apontam?
Plasticidade total nas construções incessantes.
Como lidar com esse potencial aparentemente infinito?
Geralmente nos reconhecemos naquilo que é construído. Raro que nos reconheçamos como construtores de tudo aquilo que nos surge. Ainda mais raro nos reconhecermos como a própria base livre a partir da qual tudo é construído.
Mas de algum modo, ao longo desse caminho, vislumbres nos surgem, aqui e ali.
A prática da meditação, as reflexões a partir dos textos, as rodas de conversa, a energia que surge na sanga, a presença dos mestres... tudo isso parece compor um cenário que provoca essa compreensão de um modo quase natural.
Essa tem sido a experiência de alguns praticantes. Aos poucos vamos nos familiarizando com tudo isso. Ampliamos o contato com nossa própria vida, mente corpo, energia e paisagem, com as pessoas à nossa volta, com o mundo de aparentes desconhecidos que habitam essa bonita casa que chamamos de planeta terra.
Lucidez. Sofrimento. Contato. Compaixão.
Incompreeensão. Humildade. Sabedoria. Incertezas.
Tudo segue dançando. Tudo segue vivo.
Incessante. Impermanente.
Plasticidade total nas construções incessantes.
Como lidar com esse potencial aparentemente infinito?
Geralmente nos reconhecemos naquilo que é construído. Raro que nos reconheçamos como construtores de tudo aquilo que nos surge. Ainda mais raro nos reconhecermos como a própria base livre a partir da qual tudo é construído.
Mas de algum modo, ao longo desse caminho, vislumbres nos surgem, aqui e ali.
A prática da meditação, as reflexões a partir dos textos, as rodas de conversa, a energia que surge na sanga, a presença dos mestres... tudo isso parece compor um cenário que provoca essa compreensão de um modo quase natural.
Essa tem sido a experiência de alguns praticantes. Aos poucos vamos nos familiarizando com tudo isso. Ampliamos o contato com nossa própria vida, mente corpo, energia e paisagem, com as pessoas à nossa volta, com o mundo de aparentes desconhecidos que habitam essa bonita casa que chamamos de planeta terra.
Lucidez. Sofrimento. Contato. Compaixão.
Incompreeensão. Humildade. Sabedoria. Incertezas.
Tudo segue dançando. Tudo segue vivo.
Incessante. Impermanente.
26 de maio de 2010 às 15:55
Obrigado por partilhar conosco sua visão.
Leio e releio. Seu texto flui de forma suave, simples e concisa, motivando-me a trazer uma visão, se me permitem dizer: "cotidiana" da impermanência.
Sobre a milenar impermanência
(ou melhor seria, Sobre a milenar impermanência desde sempre)
O fato é que vocês não imaginam a minha surpresa por não ter notado algo tão óbvio, que sempre esteve ali, o tempo todo na minha frente, na sua frente. Quanto a mim nem me dei conta, precisou o budismo me apontar! Lá estava a impermanência.
É incrível passamos a vida inteira tentando colocar em ordem ou controlar tudo ou quase tudo, buscando uma estabilidade aqui e ali, paz, uma segurança, uma proteção para o inesperado, para o imprevisto e por aí vai...
É comum traçarmos um plano e colocá-lo em ação, por fim, plano cumprido — tudo correu como o planejado. Pouco tempo depois uma nova ordem se instala e o plano idealizado se desfaz, demandando nova ação. Entretanto, não desistimos, novo empreendimento se faz necessário e lá vamos nós, novamente passado algum tempo, nova frustração.
Na verdade se tivesse parado para meditar um pouco, talvez nem me assustasse tanto com a minha falta de percepção.
Na verdade fiquei surpreso com isso, a minha falta de percepção! Nem estando envolvido na roda da vida observei este aspecto, que nosso sistema social havia desenvolvido recursos para nos dar a "paz e tranquilidade necessária", frente a tal da impermanência, criaram: a poupança, o seguro do carro, da casa, de vida, seguro desemprego, previdência privada, plano de saúde, enfim...
Por outro lado, se temos a impermanência como certa, temos em nossas mãos um universo de possibilidades que vão além daquelas que traçamos ou planejamos. Considerando isso e tendo como meta ações que gerem benefícios aos envolvidos e a cadeia social, partimos para o planejamento.
Assim, sabendo que tudo é transitório, evitamos jogar um peso demasiado e uma expectativa excessiva no fim, em detrimento da devida atenção aos meios e ao caminho.
Quando houve empenho e zêlo uma realização e ainda assim algo dá "errado", cabe aqui um novo olhar, quem sabe não recebemos uma benção, quem sabe não é uma oportunidade para reflexão!
Além da impermanência, que nos possibilita constatar que "todas as formações são passageiras" e o encadeamento de fenômenos, vale a pena meditar sobre mais duas das Três Características, que são: "todas as formações são sujeitas a dor" e "todas as formações são sem substância real (sem personalidade em si, sem "ego")".