Série Relíquias no Brasil - parte 1- RS

Queridos de meu coração, cheguei ontem (11/03/10) no CEBB Caminho Meio, RS, bem a tempo de participar das arrumações para o inicio da turnê brasileira das Relíquias do Buda. A mágica toda por acontecer, faxinas ali e aqui.

A noite chegou, e aos poucos, no interior do templo, tudo foi surgindo. A mesa grande do altar principal, a imagem do Buda e o parassol, as fotos dos nossos grandes mestres, Sua Santidade o Dalai Lama, Lama Samten, Chagdud Rinpoche, Lama Yeshe, Lama Zopa. Flores, tigelas, velas. Sutras, roda de oração, incenso… Os guardiões são muito queridos: Gandhi, Venerável Gloria, e Cristian, que fala um português quase perfeito, deixando tudo leve e ao mesmo tempo cuidando de cada detalhe, sempre com um largo sorriso. Juliana Barranco, absolutamente incansável, Juca, quase heróico, muitos e muitos detalhes a serem cuidados, tudo em movimento até bem tarde da noite.

E hoje, manhã feliz e festiva, com a presença dos cavaleiros da tradição e suas músicas, o grupo Tambores de Viamão, com uns meninos muito lindos tocando, o prefeito, a governadora, mais um monte de gente, religiosos, políticos, gente daqui e acolá, entre árvores, cavalos, cachorros, crianças… E uma nuvem de bençãos tocando a cada um de nós.

Lama Samten e Chagdud Khadro foram os primeiros a fazerem suas reverências às relíquias. Todos em silêncio no templo, foi de arrepiar. Depois os outros convidados. A prece do Guru foi cantada por um longo tempo, e a energia de bondade amorosa foi se fazendo presente a cada um que por ali passava. No almoço, aquela alegria serena, tudo estava sendo bem cuidado. Somente ainda há pouco voltei ao templo para prestar minhas homenagens e receber as bençãos.

E nenhuma palavra poderia descrever o que se passa.

Fiquei ainda mais comovida do que na primeira vez, em 2008. Chorei muito, com cada um de vocês em meu coração.
E parecia que em meu pequeno coração havia muito, muito espaço.
E a tal expressão “todos os seres” já não era mais uma expressão, mas uma compreensão.
Todos os seres.

Eu me ajoelhei e recebi as bençãos das relíquias no alto de minha cabeça.
Lágrimas, aos montes. Gratidão e amor profundos.

A presença do Lama bem forte em mim, expressão viva de todos os mestres.

Fiquei entoando mantras perto das árvores, olhando as pessoas se aproximando do templo.

O tempo para.

Estou com todos vocês aqui comigo. E sei que as bençãos da compaixão infinita alcançarão o coração de cada um de vocês. Obrigada por seguirmos juntos essa magnífica aventura.

Carinho e gratidão, no Darma, sempre, Teresa

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